Home Data de criação : 09/05/13 Última atualização : 09/05/19 17:54 / 8 Artigos publicados
 

Luluzinha - Litte Lulu a "pequena grande" Feminista  escrito em terça 19 maio 2009 17:54

Uma das minhas melhores recordações infantis é sentar para ver Luluzinha a frente da Tv. Fã incondicional, minha mãe até inconscientemente imitava Little Lulu fazendo cachinhos em meu cabelo (grandes recordações dessa época).

Luluzinha, que apesar de não ter nascido na minha época,  conquistou de uma forma simples e bem-humorada mais que uma geração.

Criada em 1935 e conseguiu sua primeira aparição através doformato de "Gag cartoon". Só apartir de 1945  ganha seu próprio Gibi, e chega ao Brasil em 55. Seus personagens viraram música com a Jovem Guarda (a festa do Bolinha) e ajudaram a popularizar um termo "clubes do Bolinha e da Luluzinha" dado aos encontros onde o sexo oposto não entra.

Considerada uma das principais representantes femininas (junto a Mónica no Brasil), está sempre combatendo o machismo. Quem não se lembra do Clubinho que tinha a famosa frase "Menina não Entra"? Certo é que Lulu acabava por entrar pois Bolinha se metera em encrenca e precisara da ajuda da nossa "mini feminista".

 Sua arma principal é a esperteza e as histórias que sempre giram em torno de uma realidade - a luta da mulher em se fazer presente num  universo totalmente masculino, com ética e moral acima de tudo.  Também trata de questões essenciais como a dos bens materiais (caso do Plínio), da beleza aliada a futilidade (porque que todos os garotos da rua gostam da linda Glória, uma garota fútil?), da amizade verdadeira (entre Lulu e Aninha) e o respeito aos mais velhos.

Além de ser uma cartoonista pioneira a autora (Marjorie Henderson) ajudou a tornar uma personagem feminina forte e capaz de vender os mais diversos produtos, ganhando inclusive uma série, que passa até hoje no canal a cabo HBO.

O Diário da Lulu estreou no Brasil na década de 70. Na revista de lançamento do quadro, vinha de brinde um caderno em forma de diário.

Se duvida, de forma quase discreta Litte Lulu teve um papel importante na introdução da mulher no contexto social, introduzindo no subconsciente infantil que a mulher é sim igual ao homem.

Por enquanto me despeço da série Desenhos Animados, mas deixo aqui o aviso que não será o fim ainda virão Zé Colmeia, os Flinstones,Scooby Doo, Manda Chuva, Pink e Cérebro, Jony Bravo, Dexter, as Meninas Super Poderosas, etc. Não Perca!

                                            

 Até.

 

NaNNa 

 

 

 

  

 

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Tom & Jerry em a Didática do Desenho  escrito em segunda 18 maio 2009 19:29

Criado nos anos 40, Tom se chamava Jasper e Jerry ainda não tinha um nome. Somente depois os produtores batizaram os personagens de "Tom & Jerry". Desde então, o desenho tem acompanhado várias gerações. 

Este fantástico desenho (que na época era voltado ao publico maduro) conta a história da "eterna perseguição" do gato TOM, em busca do rato JERRY, e essa dinâmica única, ou seja, esse enredo constante e imutável, tem a fantástica capacidade de prender a atenção ou fazer parar de brincar ou correr as crianças mais inquietas.

Um dos pontos mais marcantes é o fato de que, em muitos desenhos, o gato TOM está quieto e tranquilo, enquanto JERRY o provocava somente para causar a referida perseguição, que dura até o final do episódio, encerrando-se na maioria das vezes, com o gato TOM bem machucado.

A constante mensagem de "AMIZADE" é bem representada, pois em muitas das vezes, quando um precisa do outro, eles se unem e se ajudam. Até ai tudo bem!

Mas por que Tom sempre leva a pior ? Supõe que o autor  autor do desenho tenha sofrido muito no papel de Jerry em sua infância, mas com um Tom eficaz o perseguindo. Assim, o desenho se comportaria como um sonho (utopia) do autor,  já que a  violência sempre foi o centro das atenções.

É certo que, mesmo que inconscientemente Tom e Jerry (e também outros desenhos como veremos) tenha passado uma mensagem negativa em relação aos gatos, dando a entender que o animal seja vingativo e até vadio.

E no próximo post - Luluzinha e como a personagem dos cachinhos e do vestido vermelho, marcou a luta pela igualdade entre os sexos.

                                      

Te vejo lá....

NaNNa

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A Ideologia dos Desenhos animados  escrito em domingo 17 maio 2009 19:04

 

Se alguém pensa que desenho animado é só bobagem, onde os bonequinhos dão os pulos aqui e acolá só para entreter as crianças enquanto os pais estão ocupados, está  enganado. Como toda criança normal, passei boa parte da minha infância a ver televisão, mas só muito tempo depois é que comecei a raciocinar que por detrás daquela história que era só para passar o tempo, poderia ser introduzida no quotidiano real.

Lembrei de alguns desenhos que marcaram minha infância, embalando brincadeiras de toda uma geração (ou até duas) e colaborando para o que sou hoje.

Para começar escolhi um desenho que eu particularmente adorava, não sei se pela forma em que os personagens eram tratados ou pela história em si. Popeye, o marinheiro boa praça que usando uma lata de espinafre  vence qualquer obstáculo e derrota qualquer oponente. Quantas não foram as mães que usaram desse artíficio para convencerem seus filhos a comer? Eca!!! (Alguns diziam que isso teria sido um acordo entre o criador da personagem e uma fabrica de espinafre enlatado).

E o triângulo amoroso (Popeye-Olívia-Brutus)?

Convenhamos que o papel Olívia  trocando-o por Brutus sempre que Popeye demonstrasse ser mais fraco que ele era no mínimo estranho. Com a remodelação dos personagens nos anos 60, Olívia Palito passa a gritar mais nos desenhos (como se fosse um estereótipo da mulher que passa a lutar pelos seus direitos, mas mesmo assim dependente do homem quando a "coisa" aperta), é nessa época que ela passa a ser mais intolerante com Popeye.

Apesar da história ser repetitiva tem sempre como moral reverter as inferioridades para vencer desafios.

 

                                         

No próximo post falaremos de Tom e Jerry e como a briga de gato e rato influenciou crianças de várias gerações. Te espero lá...

 

NaNNa

 

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Titanic- Uma Historia por detrás de um Filme  escrito em sábado 16 maio 2009 18:44

Uma das vantagens  de morar no exterior é ter acesso aos melhores documentários feitos no mundo, não querendo dizer que os que eles não cheguem ao Brasil, mas ainda há muito o que descobrir. Ontem escrevi sobre o verdadeiro Jack do Titanic e hoje resolvi dar continuação ao assunto contando curiosidades sobre ao tão falado transatlântico.

Medindo 270 metros de comprimento, Titanic tinha, entre outras coisas, campos de squash, piscina, sala escura para fotógrafos e elevadores.

Antes de rumar definitivamente para o outro lado do Atlântico, o navio aportou em Cherbourg, na França, e Queenstown, Irlanda, onde ainda embarcaram passageiros.

As passagens custariam hoje em dólares 1.724 para primeira classe, 689.66 para segunda e de 172.41 a  $459.77 para a terceira. A Suite da Primeira Classe custaria  50.000
Após o embate com o iceberg o capitão Smith, que fazia sua ultima viajem antes do aposentadoria,  ordenou ao radiotelegrafistas que enviassem mensagens de socorro e iniciou os preparativos para que os passageiros abandonassem o navio nos barcos de salvamento. Entretanto, haviam apenas 20 botes que, em sua capacidade máxima, poderiam levar 1.178 pessoas, quando haviam 2.227 a bordo. O número de barcos não foi maior porque os proprietários julgavam que colocar mais deles comprometeria a beleza e o conforto do Titanic.

O desespero de tentar se salvar fez com que os primeiros botes saíssem sem a sua capacidade total. Ao final, apenas 705 passageiros conseguiram se salvar. Os sobreviventes foram resgatados pelo navio Carpathia, da Cunard (que se transformaria na maior rival da White Star Line e a absorveria, tempos depois).

Desde que Ballard identificou o local exato do naufrágio e publicou as coordenadas, mais de 50 expedições foram visitá-lo. Esses exploradores, no entanto, queriam mais que imagens emblemáticas do que já foi o mais luxuoso e moderno transatlântico da História. Desejavam uma prova material - uma peça de roupa de valor simbólico ou, com um pouco de sorte, jóias que pertenceram aos viajantes.

  Dos 20 casais em lua-de-mel à bordo, somente um escapou, os cães dos passageiros da primeira classe também morreram no naufrágio.

Os corpos que não puderam ser identificados foram enterrados no mar, embora passageiros da primeira classe fossem todos mantidos a bordo independente de sua condição.  
O naufrágio evidenciou as diferenças sociais da época. Não somente pelos números de sobreviventes  das diferentes classes, mas pela forma diferenciada com que foram tratados após chegar em Nova Iorque, quando toda a atenção se voltou para os sobreviventes ricos, ficando os pobres completamente ignorados. Mesmo nas descrições do naufrágio, estes foram vítimas de forte discriminação, sendo apontados como autores de atos de covardia, por tentarem se salvar a todo custo, enquanto os cavalheiros da primeira, foram vistos como heróis. Infelizmente demorou  muito tempo para que estas desigualdades fossem levadas à sério.

 Um dos movimentos que mais foi abalado pelo naufrágio do Titanic foi o das sufragistas, que demandavam direitos iguais para as mulheres. O fato de que mulheres e crianças terem sido embarcadas primeiro, e se constituírem na maior parte dos passageiros sobreviventes abalou o movimento, embora as sufragistas argumentassem que como foram homens que construíram o Titanic, eles mereceram afundar com ele.

Atualmente, dada as condições na qual o Titanic se encontra e o tempo transcorrido desde o incidente, não é possível que possam existir restos mortais, tendo os corpos se decomposto completamente.

 

Até a próxima

NaNNa

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A verdadeira Historia de Jack de Titanic  escrito em sexta 15 maio 2009 19:41

 

Leonardo di Caprio lançou Jack Dawson para a fama a fama ao interpretar sua personagem no filme Titanic. Este que depois de quase 100 anos teve sua vida (ou morte) transformada em filme. Mas quem era na verdade Jack Dawson? Ele realmente existiu?

Após ao naufrágio os barcos que acudiam o resgate seguiam um protocolo, classificando os corpos mediante a classe na qual os passageiros viajavam. Os falecidos da primeira classe foram colocados em urnas refinadas, os de segunda em sacos e os de terceira (como é o caso) com gelo nas adegas. O corpo Dawson foi recuperado e identificado como nº227. Mais tarde Jack (do filme) é identificado como James Dawson.

Desde 1999, a afluência à sepultura 227 tem sido muito frequente. A razão deve-se ao nome J. Dawson que muitos fãs e menos conhecedores da tragédia, acreditaram ser de Jack Dawson o passageiro fictício do filme. O verdadeiro J. Dawson (Joseph) era natural da cidade de Dublin, na Irlanda, tinha 23 anos e fazia parte da tripulação do Titanic como estivador, não sobreviveu.
Joseph era um marinheiro cheio de sonhos. A viagem rumo à América não estava nos seus planos mas ficou super feliz quando, poucas semanas antes da partida do barco, conseguiu que o contratassem para fazer parte da tripulação. Ele estava bem abaixo do nível da diversão e das festas, na casa das máquinas, e a esperança foi a sua melhor companheira de jornada de trabalho. Queria chegar à América e começar uma nova vida. Joseph trazia consigo uma dor muito grande. A sua família tinha-se dividido, pois não aceitavam a mulher por quem ele se tinha apaixonado. Ele era católico e ela protestante e, na época, isso era motivo suficiente para que o amor deles fosse proibido.
     Mas a religião não foi entrave suficiente para deter Joseph. O amor que sentiam um pelo outro era maior que tudo, mais forte que credos, religiões ou intolerâncias. Joseph lutou pelo seu amor contra tudo e todos, enfrentou inimizades e batalhas familiares que destroçaram toda a paz e
convivência. Mas não se deixou abalar e casou com ela (não se sabe se realmente eles se casaram). Embora a raiva da família fosse tanta que até a foto do casamento foi rasgada justamente onde se encontrava a cara da noiva  (especulação). Apesar disso, condenados por tudo e por todos viveram um amor super intenso. O único problema era económico e por isso Joseph partiu sonhando dar uma vida melhor à família. Joseph morreu nas frias águas do Atlântico. A amada de Joseph, não viu o seu amor afogar-se no Atlântico como no filme, mas nem por isso a sua dor foi menor quando a White Star Line lhe enviou uma carta revelando-lhe a terrível desgraça. Pouco tempo depois da estreia do filme Titanic, um jornal inglês publicou que tinha sido descoberta em Halifax, Nova Escócia, entre outras campas de vítimas do Titanic, uma lápide cujo nome inscrito era J.Dawson. Nesse momento milhares de admiradoras do filme começaram a ir visitar a campa. A única informação que havia sobre ele era que fazia parte da lista de pessoa mortas no afundamento do Titanic. Nada mais. Só que, pouco a pouco as informações foram começando a surgir e conseguiram descobrir a verdadeira história de Joseph. A família dele ainda continua a juntar peças para poder reconstruir este puzzle do passado mas ainda não conseguiram descobrir o nome e origem da sua bonita mulher. E o resto da família foi apanhada de surpresa. Cecília Whelligan, sobrinha de Joseph Dawson, e os bisnetos Oliver e Thomas de 8 e 11 anos que nunca foram ver o filme, ficaram boquiabertos quando souberam que um dos protagonistas de Titanic se chamava Jack Dawson. E que era Leonardo Di Caprio que interpretava o papel com o mesmo sobrenome do seu familiar Joseph.

É muita coincidência não?

 

Obrigado pela Visita

 

NaNNa

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